Terrenos grandes, bairros consolidados e um paradoxo urbano

Em São Paulo, há grandes terrenos vazios ou subutilizados cercados por moradia popular consolidada, infraestrutura básica existente e demanda real por serviços cotidianos.

Por que esses terrenos permanecem neste cenário?

Porque o debate costuma ficar preso em dois extremos:

  • Moradia de baixo custo isolada, sem geração de renda
  • Projetos não tão adaptados para o contexto local

Nos últimos meses, desenvolvi um estudo piloto proprietário para testar um terceiro caminho:

  • Moradia + térreo ativo produtivo + serviços cotidianos
  • Circulação de pedestres interna, com veículos apenas no perímetro
  • Mix comercial pensado para consumo diário, não para destino turístico de massa
  • Infraestrutura smart de baixo custo (energia, mobilidade elétrica, resíduos)
  • Foco em viabilidade econômica, não em edital público

O objetivo não é “revitalizar” por discurso, é criar um ativo urbano que funcione economicamente desde o térreo.

Esse estudo não é um projeto executivo nem um exercício acadêmico.
É um modelo estratégico replicável, aplicado a um terreno real, para avaliar uso, fluxo e potencial de renda antes de qualquer obra.

Não publiquei o material completo porque ele faz parte de um estudo desenvolvido sob contrato, mas sigo investigando uma pergunta simples e incômoda: E se o maior valor desses terrenos não estiver na moradia em si, mas no que acontece no térreo?

Comentários

Postagens mais visitadas